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Problemas: Rogério Lins corre para fechar secretariado em Osasco

Primeiro foi um pedido de prisão preventiva e o prolongamento de uma viagem aos Estados Unidos. Depois a prisão propriamente dita na chegada ao Brasil. Aí veio a posse, mediante diploma conquistado por procuração e pagamento de R$ 300 mil de fiança. Diante desse quadro, Rogério Lins (PTN) inicia sua segunda semana à frente da Prefeitura de Osasco sem ter conseguido definir metade do secretariado.

Antes de embarcar para o exterior, no final de novembro, ele chegou a oficializar os cinco primeiros nomes: Ana Paula Rossi (Educação), André Sacco Junior (Saúde), Flávio Christensen (Assuntos Jurídicos), Gelso de Lima (Governo) e Sérgio Di Nizo (Administração). Eis que surgiram os primeiros problemas.

Assim como o prefeito, Sacco Junior – vereador por quatro mandatos – foi preso e é investigado na operação “Caça-Fantasma”. Já nos primeiros dias de 2017, veio a baixa de Christensen, alegando compromissos com seu escritório de advocacia.

José Carlos Vido assumiu a Saúde no lugar de Sacco e Ivo Gobatto Junior ocupou o lugar de Christensen no Jurídico. Depois vieram as confirmações de Emília Cordeiro na Comunicação e de Alexandre Bussab para Indústria, Comércio e Abastecimento. Ainda faltam 12 pastas – entre elas, Finanças e Planejamento e Gestão, decisivas para o funcionamento da máquina pública -, algumas coordenadorias e os comandos de Guada Municipal e Defesa Civil, por exemplo.

Embora alguns nomes venham ganhando força nas ruas e na imprensa (como o de Délbio Teruel, para Esporte, Recreação e Lazer), o posto de secretário de Cultura é o que tem gerado mais burburinho e impasse. São ao menos quatro nomes no páreo, incluindo o do produtor do grupo O Teatro Mágico, Gustavo Anitelli – pouco provável por ter sido candidato a vice prefeito pelo PT. Paulinho Samba de Rua, pelo visto, é o mais cotado, até pela proximidade e lealdade a Lins. Correm por fora Branco, Mazé Favarão e Eder Máximo.

Mesmo diante das pressões para contemplar aliados, da pressa para fechar o time e apesar de uma blindagem (até por conta de tudo o que ocorreu), o prefeito não tem deixado de sair as ruas, conversar com a população e conferir de perto as primeiras ações de seu Governo. Foi assim nesta segunda (09). Ele acompanhou os trabalhos das equipes da Secretaria de Meio Ambiente no mutirão de corte e poda de árvores pela cidade.

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Trata-se da segunda maior solicitação dos osasquenses. São mais de 2 mil solicitações que ainda não foram executadas desde 2012. O prefeito anunciou a abertura de concorrência pública para empresas especializadas nesse tipo de serviço para agilizar as ações, tendo como meta reduzir 60% da demanda nos próximos 12 meses.

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