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Dívida de Osasco com a Fundação do ABC chega a R$ 28 milhões

A dívida da Prefeitura de Osasco com a Fundação do ABC é de aproximadamente R$ 28 milhões, segundo levantamento do BLOG DO BAENA. Em vistoria no Hospital Central Antonio Giglio – cuja gestão é compartilhada entre o governo municipal e a fundação -, o prefeito Rogério Lins (PTN) disse que a pendência foi deixada pela administração passada (de Jorge Lapas, do PDT), envolvendo questões técnicas, assistenciais e jurídicas.

Desse total, R$ 14 milhões – ou seja, 50% – são referentes aos meses de novembro e dezembro de 2016. O prefeito deu prazo até esta sexta (06) para as secretarias de Finanças e Saúde acertarem pelo menos o repasse de dezembro, na tentativa de evitar que o atendimento seja comprometido. “As tratativas entre Fundação do ABC e a atual gestão de Osasco já foram iniciadas para uma melhor solução”, esclareceu, em nota, a diretoria de Comunicação da fundação, no início desta tarde – sem confirmar o pagamento.

Lins – que tem se dedicado nos primeiros dias de governo a visitar unidades de saúde e acompanhar serviços municipais – destacou a atuação da fundação em Osasco. “Para quem conhece, as ações são nítidas”, elogiou. Curiosamente, ele vai na contramão de outros prefeitos.

A Fundação do ABC, que completa 50 anos agora em 2017, é alvo de críticas dos eleitos em São Caetano (José Auriccchio Júnior, do PSDB) e Mauá (Atila Jacomussi, do PSB). Para eles, o valor que a instituição arrecada (estimativa recorde de R$ 2,2 bilhões para este ano) não reflete na qualidade do atendimento. Ambos prometem revisão nos contratos.

Em Guarulhos, funcionários da Policlínica Paraíso e das UPAs São João e Maria Dirce, administradas pela fundação, estão sem receber salários (com expectativa que isso ocorra na quarta, dia 11). Os profissionais cobram um posicionamento da Fundação do ABC e da Prefeitura, agora sob o comando de Guti (PSB) e ameaçam paralisação e protesto, com apoio do sindicato da categoria.

Mantenedoras da Fundação do ABC, as prefeituras de Santo André, São Bernardo e São Caetano se revezam na indicação do presidente da entidade. A influência de administrações petistas sempre foi muito forte, mas agora os três municípios estão nas mãos do PSDB.

A instituição administra serviços de saúde em seis cidades do Grande ABC (exceto Diadema); na região metropolitana (Guarulhos, Franco da Rocha e Mogi, além de Osasco); e no Litoral (Praia Grande e Guarujá). Também na capital paulista. A gestão do Hospital Municipal Antonio Giglio foi assumida em abril de 2015.

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