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Justiça decide: Kiko segue no cargo de prefeito de Ribeirão Pires até 2020

Acabou a novela! O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) rejeitou, nesta quinta-feira (16), o recurso contra a diplomação do prefeito Kiko Teixeira (PSB). Por 05 votos a 01, ele seguirá exercendo o mandato em Ribeirão Pires até 2020, ao lado de seu vice, Gabriel Roncon (PTB), com quem compôs a chapa vencedora das últimas eleições.

Com o processo eleitoral considerado válido e o cargo mantido, Kiko emitiu uma nota à imprensa. “O barulho daqueles que buscavam no tumulto reverter a decisão soberana das urnas deu lugar ao silêncio e à serenidade da Justiça, que reconheceu como legítimo o desejo da população por um novo tempo em nossa cidade. A verdade prevalece e nossa missão continua. Atender a população e promover as melhorias que a cidade precisa. Vamos adiante, a cada dia com mais força, para superar os desafios e cumprir com a missão a nós confiada”, declarou.

Kiko e Roncon durante diplomação como prefeito e vice de Ribeirão Pires em novembro de 2016

O pedido de recurso contra a expedição do diploma de prefeito a Kiko foi impetrado por Edinaldo de Menezes, o Dedé da Folha (PPS), derrotado nas eleições do ano passado. Segundo colocado na disputa, ele tenta usar a rejeição das contas de Kiko como presidente da Câmara de Rio Grande da Serra (em 2004) para enquadrá-lo na Lei da Ficha Limpa.

Para o juiz relator do pedido de cassação do diploma, Marcus Elidius Michelli de Almeida, e o relator do processo, o desembargador Cauduro Padin, o atual chefe do Executivo reuniu as condições para ser candidato (seus direitos eleitorais eram válidos) e a vontade das urnas deve ser respeitada – entendimento seguido pela maioria do colegiado do Tribunal que votou contra a ação.

O impasse em torno da permanência ou não do prefeito à frente da Estância Turística vinha gerando incertezas na população e uma movimentação política nos bastidores – com prováveis substitutos já articulando candidaturas para uma possível nova eleição. Volta e meia a oposição alegava irregularidades em licitações – barrando processos na Justiça -, na tentativa de desestabilizar o governo, mas comprometendo a qualidade dos serviços públicos prestados.

O processo contra a diplomação não foi o único enfrentado por Kiko. Embora Dedé não descarte recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), tudo indica que terão que esperar mais três anos…

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