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Câmara de Mauá autoriza abertura de processo de impeachment do prefeito Atila Jacomussi

A Câmara Municipal de Mauá aprovou nesta quarta-feira (16), em sessão extraordinária que durou 4 horas e meia, a abertura do processo de impeachment do prefeito Atila Jacomussi (PSB), preso no final de 2018, pela segunda vez, por suspeita de corrupção. Ao todo foram sete pedidos de cassação, mas o primeiro a ser protocolado foi o do PT da cidade, que trata justamente da questão da improbidade administrativa devido às irregularidades apontadas em dezembro pela operação Trato Feito, da Polícia Federal.

Foram 19 votos a favor, um contra (Admir Jacomussi, PRP, ex-presidente da Câmara e pai de Atila) e uma abstenção (Ricardinho da Enfermagem, PTB). Divididos em comissões, os vereadores terão 90 dias para concluir a próxima etapa do rito do processo de impedimento  – que inclui a manifestação da defesa – e o relatório será levado ao plenário para votação. Ao final, caso seja convocada uma sessão de julgamento, o prefeito só será considerado afastado definitivamente do cargo pelo voto de, no mínimo, dois terços dos membros da Câmara.

Por meio de nota, o advogado Daniel Bialski, que defende Atila, afirmou que a abertura do processo de impeachment “é muito mais política do que jurídica” e que espera que o julgamento seja justo e imparcial. Também criticou a forma com que a polícia conduziu as investigações.

Vale lembrar que durante a operação Trato Feito, que prendeu o chefe do Executivo mauaense em 13 de dezembro, foi revelada uma lista com nomes de 21 dos 23 vereadores e de um suplente que seriam beneficiários de um esquema de pagamento de propina liderado por Atila. Apenas o nome de Marcelo Oliveira (PT) ficou de fora. Tal fato tem colocado em xeque a atuação dos parlamentares  – que foram indiciados – na condução dos trabalhos.

Mauá está, interinamente, sob o comando da vice-prefeita, Alaíde Damo (MDB).

(Foto: Newton Menezes/ Futura Press/ Estadão Conteúdo)

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