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Alex Manente se apressa contra discurso de isolamento de Diadema, após saída do Consórcio

O deputado federal Alex Manente (PPS) – na contramão do discurso sobre o isolamento de Diadema, após a aprovação do pedido de saída do Consórcio Intermunicipal Grande ABC -, entrou em ação para garantir investimentos ao município. Acompanhado do prefeito Lauro Michels (PV) e do presidente da Câmara Municipal, Marcos Michels (PSB), ele esteve nesta segunda (10) com o vice-governador do Estado, Márcio França.

Segundo Manente, eles falaram sobre a destinação de recursos federais para Diadema e toda a região do ABC e, a novidade, a instalação de uma unidade de Pronto Atendimento Infantil e de uma JUCESP (Junta Comercial do Estado de São Paulo) em Diadema. Para Lauro, são conquistas importantes para o desenvolvimento da cidade. “Com o posto da JUCESP, retomamos o incentivo aos comerciantes e aos industriais, que produzem riqueza em Diadema, graças ao apoio do vice-governador”, diz o prefeito.

Em conversa com o blog, o deputado afirma não acreditar que Diadema perca recursos para obras de mobilidade, como o próprio Consórcio chegou a alardear (que vai excluir a cidade dos projetos regionais no setor) e que será difícil isolar o município dessas discussões, uma vez que é um importante elo de ligação do ABC com a Zona Sul da capital paulista. “Não é possível propor algo para reduzir o trânsito na avenida Piraporinha, por exemplo, sem pensar em Diadema e São Bernardo”, enfatiza Manente, completando que ainda há verbas federais (a serem liberadas) para investimentos em Mobilidade Urbana.

Marcos e Lauro Michels, com Márcio França e Alex Manente: PA Infantil e posto da JUCESP para Diadema

Apontado como o grande responsável pela virada do prefeito Lauro – que passou a ter maioria na Câmara, justamente com o ingresso do PPS e do DEM na base aliada, poucos dias antes dos vereadores analisarem o pedido de saída do consórcio -, o deputado garantiu, em entrevista à RDTV, do jornal Repórter Diário, que não teve influência nessa decisão. Nos bastidores políticos, já se fala na divisão dos prefeitos mais ligados a Manente e dos mais próximos a Orlando Morando (PSDB), prefeito de São Bernardo e presidente do consórcio. “A motivação (para a saída de Diadema) foi muito mais econômica que política (lembrando que Lauro afirmou não ter condições de arcar com os pagamentos mensais ao consórcio mais a dívida de Diadema com a entidade).”

Vale lembrar que no ano que vem tem eleição para deputados estaduais e federais e as articulações já começaram. Também do PSB, França, o vice-governador, por sinal, tem pretensões fortíssimas de assumir o lugar de Geraldo Alckmin (PSDB) à frente do Estado.

Morando e Temer

Sobre Morando, aliás, Manente se pronunciou contrário ao atual governo de São Bernardo e fez, pela primeira vez publicamente, duras críticas a seu adversário no segundo turno da eleição municipal de 2016. “A cidade está parada, faltam remédios nas UBS’s e sobram propagandas nas ruas e até na Globo. Fora isso, tem o problema da coleta de lixo. Se o prefeito tem plena convicção das irregularidades no contrato (da Prefeitura com a SBC Valorização de Resíduos Revita e Lara) deveria pedir a rescisão e assumir a responsabilidade depois”, afirmou, também na RDTV.

Ferrenho defensor do impeachment da ex-presidente Dilma Roussef (PT) -, Manente aguarda decisão do PPS para definir se autoriza ou não a abertura de processo de investigação contra o presidente Michel Temer (PMDB). Nesta segunda, o deputado federal Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), relator do processo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, apresentou parecer favorável à admissibilidade da denúncia pelo crime de corrupção passiva contra o presidente.

O blog apurou, no entanto, que a tendência é Manente poupar Temer, em nome da estabilidade política e econômica. O deputado entende que basta o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) assumir o comando do país para começarem as investidas contra ele, investigado por corrupção e lavagem de dinheiro.

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