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Santo André diminui dívida em R$ 200 milhões e abre negociação com fornecedores

Apesar do cenário de crise política e econômica, que afeta cidades em todo o país, a Prefeitura de Santo André anuncia que, dos R$ 320 milhões em dívidas assumidas pela atual gestão, R$ 200 milhões já foram quitados. O Paço ainda contatou fornecedores para propor acordos – apenas 21, de um total de 740, não aceitaram negociar.

As informações foram passadas pelo prefeito Paulo Serra (PSDB) e por integrantes de sua equipe econômica durante apresentação do balanço financeiro dos primeiros seis meses de governo, na tarde desta segunda-feira (10). “Essas são dívidas de curto prazo, os chamados restos a pagar, mas ainda temos a dívida consolidada, a longo prazo, no caso os precatórios, que estão na casa de R$ 1,7 bilhão”, explica o prefeito.

Santo André é a quarta cidade do país em montante de débitos por precatórios. “Já pagamos meses que estavam em atraso e ampliamos o percentual mensal reservado à essa finalidade de 3% para 5%, o que compromete nosso poder de investimentos, por exemplo, na recuperação da Avenida dos Estados”, alega Serra. O Executivo aguarda a aprovação de um plano de manutenção da via apresentado ao governo de São Paulo e a liberação de recursos estaduais, além de R$ 100 milhões oriundos do Plano Federal de Mobilidade Urbana, por meio de atuação do deputado federal Alex Manente (PPS).

O prefeito, no entanto, destacou pontos positivos para o município – a partir da renegociação com fornecedores, do pagamento de dívidas, do corte de gastos e da redução da folha de pagamento, inclusive em autarquias como Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) e Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André). Entre eles, os programas “Saúde Fila Zero” (para diminuir a espera por exames e consultas) e “Santo André: Eu Amo, Eu Cuido” (ações de zeladoria), além da entrega dos uniformes aos alunos da rede municipal de ensino.

Serra também mencionou a redução de secretarias e a economia com a entrega de prédios alugados, como o da Rua Catequese, no Bairro Jardim, onde funcionava a SOSP (Secretaria de Obras e Serviços Públicos, atualmente Secretaria de Mobilidade Urbana). O contrato, que está prestes a encerrar e não será renovado, custa atualmente aos cofres públicos R$ 200 mil por mês. Os serviços do local serão transferidos para o Térreo 1 da Prefeitura, onde estava a seção de Tributos. Segundo a prestação de contas do Executivo, no total, serão economizados R$ 4,4 milhões por ano com o cancelamento dos aluguéis.

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