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Estreia de “Apocalipse em Caruaru” é marcada pela união de cultura e solidariedade em prol da FEASA

A equipe do Blog do Baena acompanhou a estreia do espetáculo teatral “Apocalipse em Caruaru”, nesta quinta (04), no Teatro Municipal de Santo André. É a 22ª montagem beneficente da Feasa (Federação das Entidades Assistenciais de Santo André) em prol dos projetos sociais de uma rede de mais de 60 entidades assistidas no município.

O elenco é formado por atores profissionais e amadores, todos voluntários, e conta com as participações especiais da atriz Alessandra Scatena, da ex-BBB Nayara de Deus, do chef de cozinha Arthur Sauer e de Michael Willians de Souza, educando da APAE de Santo André. O editor do Blog do Baena, o jornalista e apresentador de TV Gustavo Baena, é outro convidado e interpreta Antônio das Almas.

Alessandra Scatena e Nayara de Deus: convidadas especiais em momento selfie

Arthur Sauer e Zé Luiz Finhana: guarda e soldado de Caruaru

“Apocalipse em Caruaru” é uma comédia baseada no texto “O Apocalipse ou o Capeta de Caruaru”, de Aldomar Conrado, inspirado nos gêmeos da “Comédia dos Erros” e nas bruxas de “Macbeth” de William Shakespeare. A ação, transportada para o nordeste brasileiro, é referendada na literatura de cordel. Em plena ditadura militar, duas bruxas lançam uma maldição e o resultado é muita confusão e coisas extraordinárias acontecendo, depois que uma cigana separa duas duplas de gêmeos de suas mães.

Sara Guimarães e Alexandre Kail: maldição das bruxas vira uma sucessão de equívocos

Após a apresentação, elenco, equipe técnica e de produção se reuniram, juntamente com a presidente da Feasa, Inezita Awada, na Pizzaria Vero Verde, no Bairro Jardim, em Santo André, uma das empresas apoiadoras do projeto. A peça fica em cartaz no Teatro Municipal até domingo (07) e depois terá duas sessões extras no Clube Atlético Aramaçan, nos dias 17 e 18 de deste mês de outubro, com preços promocionais para associados.

Fizemos cinco perguntas para Gustavo Baena sobre sua participação na montagem deste ano. Confira:

Gustavo Baena em cena como Antônio das Almas (com Babi Luksevicius) e ao lado de Inezita Awada, presidente da Feasa

Qual a importância dessa montagem para o público em geral?

A importância da montagem está na união entre cultura e solidariedade. Ao mesmo tempo que contribui para a continuidade dos projetos de mais de 60 entidades assistidas pela Feasa, fomenta o teatro em Santo André e a reflexão em torno de questões políticas, sociais e culturais por meio da arte. E o melhor: de maneira lúdica e bem-humorada. Um pouco de diversão é tudo que o brasileiro precisa neste momento complicado do país.

Comente sobre seu personagem.

Faço Antônio das Almas. Enquanto reclama a falta de um guindaste em Caruaru para salvar sua filha, uma moça que não para de crescer (papel de Babi Luksevicius), ele aproveita para fazer oposição ao prefeito da cidade (interpretado por Felipe Paquieli).

Você é jornalista. Como foi o processo de criação? Algum laboratório?

Ensaiamos por pelo menos três meses. No caso do meu personagem, além das orientações do diretor, tive a liberdade de criar um tom de voz totalmente diferente do meu, uma rouquidão que virou uma característica do Antônio das Almas. Após a estreia, muita gente questionou como consigo forçar daquele jeito e disseram ter ficado com receio de que eu perdesse a voz. A inspiração veio de personagens nordestinos em novelas como “Tieta” e “Velho Chico”, além de programas humorísticos. Também passei a observar o jeito de falar de um amigo pernambucano. No fim, acredito ter encontrado um tom bem peculiar.

Você reside em Santo André?

Sim. Desde 2013 moro na cidade. Amo Santo André e o Grande ABC.

Por que decidiu fazer parte deste projeto?

O convite para o espetáculo veio do diretor, César Gustus, depois que acompanhei um dos ensaios da montagem de 2017 (“O Santo e a Porca”) para a RDTV, do jornal Repórter Diário, onde sou apresentador. Mas já conheço a proposta faz tempo e cheguei a entrevistar o elenco de “Pato com Laranja”, uma das primeiras montagens do grupo de teatro da Feasa, nos anos 90. Me lembro que a direção era do Antonio Petrin e a jornalista andreense Débora Meneses, que apresentava o “Globo Esporte” na época, era uma das convidadas especiais. Essa ideia de misturar atores profissionais com amadores, sejam donas de casa, empresários, médicos e até políticos, é muito bacana.

Abrem-se as cortinas: Felipe Paquieli, Sila Rocha, Alessandra Scatena, Babi Luksevicius e Dover Buzoni

SERVIÇO:

“Apocalipse em Caruaru” – Direção de César Gustus. Apresentações nesta sexta (05) e sábado (06), às 20h, e domingo (07), às 19h. Indicação: livre. Ingressos R$ 30 e R$ 15, à venda na bilheteria do teatro. Toda a arrecadação será destinada à FEASA. O endereço do Teatro Municipal de Santo André é Praça IV Centenário, s/n, Centro.

(Foto principal: O diretor César Gustus, Nayara de Deus, Gustavo Baena, Alessandra Scatena e Michelle Nogueira, no saguão do teatro após a estreia do espetáculo)

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