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Celso Giglio, ex-prefeito de Osasco, morre aos 76 anos

O deputado estadual e médico Celso Giglio (PSDB) morreu na tarde desta terça-feira (11). Ex-prefeito de Osasco, ele tinha 76 anos e estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para onde foi levado há dois meses, após um acidente doméstico, e encaminhado à UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A unidade hospitalar não divulgou oficialmente a causa da morte, que teria sido uma infecção generalizada.

Giglio comandou a Prefeitura de Osasco em duas oportunidades: de 1993 a 1996 e de 2001 a 2004. Também foi vereador e presidente da Câmara Municipal. Acabou impedido de concorrer em 2012 e, novamente, em 2016, por problemas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – devido à reprovação da prestação de contas de 2004 pelo Legislativo osasquense, seguindo parecer do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Rogério Lins (PTN, atual Podemos) acabou eleito, no ano passado, em segundo turno, contra Jorge Lapas (PDT).

Em 2012, embora inelegível, Giglio chegou a disputar o primeiro turno da eleição, com liminar, e obteve quase 150 mil votos, ficando na primeira colocação. Mas o TSE negou recurso interposto por sua campanha e a Justiça beneficiou Lapas (então no PT), segundo colocado no pleito, que se tornou o prefeito de Osasco, em turno único.

Biografia

Nascido em Campinas, no Interior do Estado, em 19 de fevereiro de 1941, Giglio chegou em Osasco no início dos anos 60, dando início à sua trajetória política. Filho de Antônio Giglio e de Maria Gatti Giglio, foi casado com Glória Maria Garcia Giglio, com quem teve cinco filhos e quatro netos. Em 2013, ele e a esposa sofreram um grave acidente de carro na rodovia Castello Branco, na cidade de Porangaba, e ela acabou falecendo, aos 62 anos.

Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro e em Administração Hospitalar pela USP, com especialização em Cirurgia Geral e Obstetrícia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Giglio foi eleito deputado estadual pelo PSDB em 2006 com 111.302 votos e reeleito em 2010. Também assumiu a vice-presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP). Já em 2014, se elegeu novamente deputado estadual com uma liminar que suspendia a rejeição das contas de 2004 à frente da Prefeitura.

No ano de 2004, inclusive, tentou a reeleição para prefeito, mas perdeu para Emídio de Souza (PT), no segundo turno. Giglio ainda atuou no governo de Geraldo Alckmin (PSDB) – como superintendente do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE) -, foi presidente da Associação Paulista de Municípios, em 1997, e eleito deputado federal, em 1998, com 190.047 votos.

O corpo do ex-prefeito será velado na manhã desta quarta (12), a partir das 08h, no Teatro Glória Giglio, em Osasco. O enterro ocorre às 16h no Cemitério Bela Vista, também na cidade.

Repercussão da morte de Celso Giglio

Giglio governou Osasco por dois mandatos e deixou a marca do desenvolvimento na cidade. Correto, exemplar, e muito competente, ele nos emprestou sua experiência e dedicação. Osasco perde um grande líder.” Rogério Lins, prefeito de Osasco (ele decretou luto de sete dias na cidade).

Político combativo e ferrenho defensor dos interesses da população de Osasco, o deputado Celso Giglio, com 42 anos de vida pública, nos deixa num momento que o Brasil atravessa uma crise política sem precedentes. Permanecerá o exemplo de homem público dedicado a servir, a liderar as boas causas em prol daqueles que mais precisam.” Cauê Macris (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) 

(Foto: Marcelo Brandt / G1)

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