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Luiz Marinho “se exclui” da disputa ao governo paulista e cita Suplicy e Haddad

Em reunião, na presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente estadual do PT, Luiz Marinho, citou apenas os nomes de Eduardo Suplicy, atualmente vereador na Capital, e de Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, como postulantes ao Palácio dos Bandeirantes em 2018. A afirmação causou estranheza e chegou a ser encarada como brincadeira por alguns, pois o próprio Marinho seria um potencial candidato.

Militantes petistas já lançaram enquetes nas redes sociais para a escolha de um dos dois nomes para o governo do Estado. Haddad, por sua vez, pode ser o plano B, caso Lula seja impedido de concorrer à Presidência. Já Suplicy, que teve votação recorde para a Câmara Municipal paulistana, teria o desejo de voltar ao Senado.

O nome de Marinho chegou a ser cogitado para a disputa do governo de São Paulo em 2010, quando ele preferiu não interromper seu mandato à frente da Prefeitura de São Bernardo do Campo, prestes a completar dois anos, na ocasião – o candidato acabou sendo Aloízio Mercadante. Já em 2014, Alexandre Padilha foi a aposta de Lula para melar a reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB), sem sucesso. Reeleito, Marinho seguiu como chefe do Executivo da maior cidade do ABC.

Nome forte 

Nos bastidores, embora alguns garantam que Marinho é um provável candidato a governador e que estava brincando ao se excluir da disputa, outros afirmam que o presidente do PT no Estado tem total capacidade de retomar, em 2020, o comando de São Bernardo, hoje nas mãos do tucanato (com Orlando Morando) por ter “mudado a cara da cidade” e concluído seu segundo mandato com altos índices de aprovação.

Impossibilitado de concorrer novamente, em 2016, Marinho (que foi também presidente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC) demorou para definir o nome de seu candidato à sucessão. Ainda assim, o desconhecido Tarcísio Secoli (então secretário de Serviços Urbanos) – que oscilava entre 8% e 12% nas pesquisas de intenção de voto – chegou aos 22%, em terceiro lugar. Não fosse o atraso de seu padrinho político, podia ter garantido um lugar no segundo turno, ainda que não levasse por conta da chamada “onda azul” que dominou as eleições municipais na região.

(Com informações da Folha de São Paulo)

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