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Avanço: São Caetano é pioneira na rede pública paulista em testes para detectar lesões na mama por inteligência artificial

Coletiva de Imprensa Projeto Linda - Termografia Digital - 16 setembro 2021 (36)

Método é indolor, sem radiação ou contato físico, e tem a capacidade de ajudar os médicos no diagnóstico precoce

São Caetano do Sul é a primeira cidade da rede pública do estado de São Paulo e a segunda do país a testar o projeto Linda, uma plataforma para detecção precoce de lesões na mama, por meio de inteligência artificial e com o auxílio de imagens térmicas. Os testes tiveram início nesta quinta-feira (16) e seguirão até o fim do mês na UBS Moacir Gallina.

O método é indolor, sem radiação ou contato físico, e tem a capacidade de ajudar os médicos a identificarem lesões na mama, fortalecendo a capacidade de diagnóstico. Após o exame, que dura poucos minutos, a imagem vai imediatamente para avaliação médica.

“Nossa intenção é aumentar ainda mais, e de forma cada vez mais precoce, o acesso das mulheres a exames que auxiliem na detecção de lesões na mama. Recentemente, adquirimos um mamógrafo digital de última geração, sendo São Caetano a segunda cidade do Brasil a utilizar este modelo que permite, entre vários outros benefícios, a realização de um exame a cada cinco minutos”, destacou o prefeito Tite Campanella (Cidadania).

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Danilo Sigolo, disponibilizar os testes na Atenção Primária aumenta a possibilidade de rastrear milhares de mulheres que diariamente passam por atendimento. “A UBS é a porta de entrada para toda rede de atenção à Saúde do município. A inteligência artificial como suporte para a detecção de lesões na mama vai agilizar o diagnóstico precoce, além de atender um grande número grande de pacientes de forma rápida e simples em diversos pontos da cidade.”

Cerca de 20 segundos após captar a imagem da mama pela termografia mamária, o médico consegue visualizar e analisar a imagem pelo computador e, se necessário, já encaminhar a paciente para exames mais complexos. “Junto com a imagem o médico recebe um percentual de possibilidade de lesão, baseado em um banco de dados com mais de oito mil exames realizados”, explicou Rubens Mendrone, um dos sócios da empresa que desenvolveu a plataforma.

Antes de fazer o exame, a paciente deve descansar 15 minutos para harmonização térmica da temperatura do corpo com o ambiente. O aparelho é posicionado a uma distância de 40 centímetros das mamas e, então, é realizada a captura térmica da imagem. A equipe de Ginecologia do município passa por treinamento para utilização do equipamento.

“Vamos usar a tecnologia para diagnósticos cada vez mais precoces. O Linda vem para somar, mas não substitui a mamografia e a ultrassonografia, que são fundamentais para fechar o diagnóstico sobre a doença. Um dos grandes benefícios é utilizar essa ferramenta para identificar lesões com menos de um centímetro, que ainda são impalpáveis. Além disso, sabemos que todo tumor apresenta hipervascularização, diferença de temperatura e, portanto, pode ser identificado pelo Linda”, afirmou o diretor técnico do Complexo Hospitalar Municipal, Ricardo Carajeleascow.

O deputado estadual Thiago Auricchio (PL) também esteve presente na apresentação do projeto e destacou o fato de São Caetano ser exemplo e estar sempre na vanguarda quando quando o assunto é saúde pública. O Linda possibilitará o teste anual de até 50 mil mulheres nas unidades básicas de saúde da cidade.

(Foto: Letícia Teixeira/PMSCS)

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