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Prefeitos tomam posse no ABC; em São Caetano tem início mandato tampão

posse sanrto andré

Como forma de evitar aglomerações e a proliferação da Covid-19, os eventos de posse foram fechados ao público

Os prefeitos reeleitos e os novos mandatários das sete cidades do Grande ABC tomaram posse nesta sexta-feira (1º), assim como secretários e vereadores eleitos para o período 2021-2024. Houve definição ainda sobre o comando das câmaras municipais, o que despertou atenção sobretudo em São Caetano do Sul, onde o novo presidente do Legislativo assume a Prefeitura interinamente até que se resolva a situação do prefeito reeleito – porém impedido de assumir -, José Auricchio Júnior (PSDB), ou até que nova eleição seja convocada dentro do prazo de 90 dias.

Como forma de evitar aglomerações e a proliferação da Covid-19, os eventos de posse foram fechados ao público, mas houve transmissões em páginas das câmaras na Internet e nas redes sociais dos prefeitos. O Blog do Baena traz um resumo do primeiro dia de 2021 na cena política regional:

Rio Grande da Serra

Novo prefeito da cidade com a menor população do ABC, Claudinho da Geladeira (Podemos) foi empossado na Câmara Municipal, em evento que começou as 10h30, ao lado de sua vice, Penha Fumagalli (PTB), e dos 13 vereadores eleitos em novembro. O ex-prefeito Gabriel Maranhão (Cidadania), que aceitou convite para ser secretário de Obras em Ribeirão Pires, não compareceu à cerimônia para a transmissão de cargo ao substituto.

Ribeirão Pires

Clóvis Volpi (PL) e Amigão D’Orto (PSB) tomaram posse como prefeito e vice, respectivamente, da Estância Turística. Volpi, que retorna ao Paço ribeirão-pirense após oito anos, prevê uma gestão complicada, não só pelos impactos da pandemia, mas por déficit nas contas públicas.

A família Volpi, porém, comandará o Executivo e o Legislativo, uma vez que Guto Volpi (PL), filho do prefeito, foi eleito presidente da Câmara para os próximos dois anos – o que pode tornar o cenário favorável para as tomadas de decisões. A chapa encabeçada por Guto recebeu 12 dos 17 votos dos parlamentares, enquanto a vereadora Márcia Coletiva de Mulheres (PT) recebeu cinco.

A mesa diretora terá Paulo César Ferreira (PL), como vice-presidente; José Nelson Paixão (Patriota), primeiro secretário; Sandro Campos (PSB), segundo secretário; e Alessandro Dias (Podemos), terceiro secretário.

Solenidade de posse dos vereadores, vice-prefeito e prefeito eleitos de Ribeirão Pires

Mauá

Com o mérito de reconduzir o PT à Prefeitura de Mauá, Marcelo Oliveira tomou posse prometendo em seu discurso um mandato focado na geração de empregos e no desenvolvimento econômico da cidade. O petista ainda criticou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por anunciar o fim do auxílio emergencial (pago pelo governo federal) em plena pandemia do novo coronavírus. Marcelo, que chegou a ficar sete dias na UTI após contrair a Covid-19, disse que irá instaurar um comitê de enfrentamento à pandemia. Sua vice, Celma Dias (PT), esposa do ex-prefeito Oswaldo Dias, do mesmo partido, comandará a Secretaria de Mulheres.

No Legislativo, o novato Zé Carlos da Nova Era (PL) será o presidente no biênio 2021/2022. Ele derrotou Júnior Getulio (PT) por 14 votos a nove. Márcio Araújo (PSD) ficou como primeiro secretário; Ricardinho da Enfermagem (PSB), segundo secretário; e Wiverson Santana (PL), terceiro secretário. Mazinho (Patriota) levou a vice-presidência. O prefeito Marcelo Oliveira terá agora o desafio de construir uma base de sustentação na Câmara, onde seus aliados são minoria.

Diadema*

José de Filippi Júnior (PT), eleito para o quarto mandato depois de oito anos do Partido dos Trabalhadores longe do Paço, tomou posse pela manhã ao lado da vice-prefeita Patty Ferreira (PT). O cargo foi transmitido pelo prefeito Lauro Michels (PV), que se despediu após dois mandatos, sem eleger sucessor. Em respeito às medidas sanitárias e de segurança por conta da pandemia, a cerimônia foi restrita. A Câmara ainda foi cenário para a posse dos 21 vereadores eleitos.

O retorno de Filippi à Prefeitura é simbólico para o petismo. O PT elegeu o primeiro prefeito de sua história na cidade (Gilson Menezes, em 1982). Para muitas lideranças do petismo, inclusive o ex-presidente Lula, o atual momento pode representar uma retomada (em outras esferas) para o partido, que perdeu força nas últimas eleições.

*Após o fechamento desta matéria, Josa Queiroz (PT) foi eleito por unanimidade presidente da Câmara de Diadema, o que garante tranquilidade ao governo Filippi na relação com o Legislativo.

São Caetano do Sul

Com José Auricchio Júnior (PSDB) impedido pela Justiça de assumir para o que seria seu quarto mandato à frente do Executivo, o vereador Tite Campanella (Cidadania), eleito presidente da Câmara, será o prefeito interino do município. Tite compôs chapa com Pio Mielo (PSDB), que tentaria um terceiro mandato seguido à frente do Legislativo mas abriu mão e concorreu a vice-presidente.

Enquanto Tite estiver no Palácio da Cerâmica, portanto, Pio chefiará a Câmara. Ambos são aliados de primeira hora de Auricchio. A mesa diretora será composta por Cicinho (PL), como primeiro secretário; Bruna Biondi (PSOL), segunda secretária; e Thai Spinello (Novo), terceira secretária. Chamou atenção o fato de Beto Vidoski (PSDB), vice de Auricchio de 2017 a 2020, se opor à chapa governista em seu retorno à vereança.

Auricchio teve o registro de sua candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa, após captação irregular de recursos financeiros na eleição de 2016 (recebeu dinheiro de doadoras cujas rendas eram incompatíveis com os montantes doados). De 15 de novembro até agora, ele já sofreu duas derrotas jurídicas na tentativa de assumir a cadeira (no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo e no Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília), mas diz confiar nas instâncias superiores – entenda-se recurso apresentado por sua defesa no TSE.

Caso o registro da candidatura se mantenha indeferido, novas eleições serão convocadas na cidade em até 90 dias.

São Bernardo do Campo

Orlando Morando (PSDB) e seu vice, Marcelo Lima (PSD), reeleitos no segundo turno em 29 de novembro, tomaram posse para o segundo mandato. Após a sessão solene, a Câmara elegeu Estevão Camolesi (PSDB) presidente e o bispo João Batista (Republicanos) vice.

Santo André

Prefeito reeleito com o maior percentual de votos da região (76,88%), já no primeiro turno, Paulo Serra tomou posse para seu segundo mandato, ao lado do vice Luiz Zacarias (PTB). Em seu discurso, o chefe do Executivo andreense afirmou que a prioridade do governo é a vacinação contra a Covid-19 e manter o ritmo de entregas de sua primeira gestão, concluindo obras em andamento além de intervenções já planejadas.

Logo no primeiro dia do ano, Serra entregou o primeiro trecho de obras de revitalização da Avenida dos Estados, entre Utinga e a divisa com São Caetano. A estimativa é que toda a intervenção – que inclui asfalto, iluminação, paisagismo, reurbanização e desassoreamento do rio – seja entregue ainda em 2021, o que vai depender do governo do Estado, que tem responsabilidade sobre um dos trechos conforme convênio assinado.

O anúncio do secretariado para a segunda etapa da gestão era muito aguardado e trouxe novidades: Carlos Bianchin (Mobilidade); Cleide Bochixio (Educação); Police Neto (Planejamento), ex-vereador na Capital pelo PSD; e José Acemel, o Espanhol (Unidade de Assuntos Institucionais e Comunitários). Outros nomes que já integravam a equipe foram realocados.

O prefeito Paulo Serra e seu vice Luiz Zacarias, acompanhados de suas esposas, Ana Carolina e Marlene, com os 21 vereadores eleitos; Pedrinho Botaro foi reeleito presidente do Legislativo

Pedrinho Botaro (PSDB) foi reconduzido ao comando do Legislativo andreense para os próximos dois anos após obter 19 votos entre os 21 vereadores. A mesa diretora será composta por Edilson Santos (PV), vice-presidente; Eduardo Leite (PT), primeiro secretário; Bahia (PSDB), segundo secretário; e Samuel Dias (PDT), terceiro secretário. O vereador Jobert Minhoca (PSDB) irá exercer a função de líder do governo na Casa.

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