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Morando revela rombo de quase R$ 200 milhões e dívida total de R$ 1,2 bilhão

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), reuniu a imprensa na tarde desta quinta-feira (26) para apresentar balanço atualizado sobre o rombo nas contas públicas. Segundo a atual administração, houve um “aumento exorbitante”do endividamento municipal desde 2008.

Pelo levantamento, os restos a pagar (de 2016 para 2017) saltaram de R$ 143,4 milhões para R$ 196 milhões e a dívida consolidada (total) de São Bernardo evoluiu de R$ 289 milhões para R$ 1,2 bilhão entre os anos de 2009 e 2016. Durante o anúncio, Morando estava acompanhado pelo secretário Finanças, José Luiz Gavinelli, e pelo secretário de Administração, Paulo Pinheiro, responsável pela pasta de Finanças em 2008 (quando a Prefeitura era comandada pelo PSDB).

Entre os dados divulgados, o débito com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), que era de R$ 19,7 milhões há nove anos, chegou a R$ 121,5 milhões. Morando e sua equipe ainda acusam o governo Luiz Marinho (PT) de ter deixado os cofres vazios (com um saldo de R$ 2,9 milhões para investimentos). O petista teria iniciado seu governo com R$ 84,9 milhões em caixa.

“O quadro financeiro é grave, mas vamos buscar a recuperação com austeridade nos gastos. Entre as medidas, estão à devolução dos carros oficiais para sua locatária, contingenciamento de 30% no orçamento da cidade e outros 30% na contratação de cargos comissionados, entre outras medidas”, destacou Morando. Ele ainda chegou a dizer estar “segurando novas nomeações para conseguir pagar salários”.

O ex-prefeito Marinho – que vem usando suas redes sociais para apresentar balanços de seu período à frente do Paço – revela que em momento oportuno comentará informações (e críticas) que vêm sendo divulgadas por Morando. Marinho está em campanha para assumir o comando estadual do PT. Seu nome chegou a ser ventilado para a presidência nacional do partido (o ex-presidente Lula tem sua preferência para retornar a esse posto), mas seu interesse em São Paulo teria como motivação as eleições para governador em 2018.

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