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Ator Marcos Frota retorna à Fundação das Artes após 33 anos

Após uma temporada recente por São Caetano com seu Circo dos Sonhos, Marcos Frota acaba de retornar à cidade do ABC para reviver momentos do passado. O ator esteve na Fundação das Artes para conceder uma entrevista à revista Raízes, publicada pela Fundação Pró-Memória do município.

Frota, de 60 anos, foi aluno e professor da escola, de onde saiu em 1984 – ano em que deu vida a Teozinho, na novela “Vereda Tropical”, sucesso da Rede Globo no horário das sete (o ator estreou na TV em 1976, na extinta TV Tupi, e no cinema em 1985, no filme “Tropclip”, de Luiz Fernando Goulart). Depois vieram vários papéis marcantes, como Beto, de “Sassaricando”, 1987; Tomás, de “O Sexo dos Anjos” (1989); e o grande destaque da carreira: Tonho da Lua, de “Mulheres de Areia”, 1993.

Ao cruzar a mesma porta por onde saiu há 33 anos, o artista – também trapezista e empresário – se emocionou: “Foi uma época linda da minha vida.” Ele visitou todos os departamentos da Fundarte, abraçou funcionários e contou histórias. Já no Teatro Timochenco Wehbi, beijou as paredes: “Nesse palco aprendi tudo”, disse. “Quando você falava que era da Fundação das Artes era aquele respeito, era uma carteira de identidade”, completou.

A visita foi acompanhada pela diretora da Fundação das Artes, Ana Paula Demambro, e pelo secretário de Cultura, João Manoel da Costa Neto, além da coordenadora geral da Pró-Memória, Márcia Gallo, e a da historiadora Cristina Toledo de Carvalho. O ator ainda interagiu com alunos da EMEF Anacleto Campanella, que participavam de uma visita monitorada, juntamente com a secretária de Educação, Janice Paulino Cesar, na última quinta (14).

Na plateia, todos viram o visitante lustre encenar um breve trecho da peça “Como a Lua”. O texto, do ator, diretor e dramaturgo Vladimir Capella (nascido em São Caetano e que morreu em 2015), rendeu a Frota o Prêmio Molière de melhor ator em 1981.

Ele fez questão de destacar o papel de Capella na cena teatral brasileira. “Um homem que transformou o teatro infantil. Levava a criança a sério, usava dramaturgia de verdade nas peças e, assim, revelou uma série de atores, diretores e gestores culturais”. É bom lembrar que o teatro do CECAPE (Centro de Capacitação dos Profissionais da Educação), no bairro Barcelona, foi batizado Teatro Vladimir Capella, no ano passado.

Em seu depoimento, Frota também mencionou o ator Milton Andrade (1937-2009), criador da Fundação das Artes, em 1968, e diretor da instituição por 16 anos – a pedido do ex-prefeito Walter Braido (1927-2008).  “Milton brigou pela Fundação e pela cultura. Ele ia, se expunha, batalhava e, se hoje essa escola ainda existe, é muito pela luta dele”, frisou.

No início deste ano, Frota esteve nos cinemas. Ele atuou ao lado de Renato Aragão e Dedé Santana no filme “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood”, dirigido por João Daniel Tikhomiroff. Nas novelas, fez uma breve participação em “Sol Nascente” (Globo), no ano passado.

“Foi um presente recebê-lo e ouvi-lo falar com tanto carinho da Fundação. Dá pra sentir generosidade e sinceridade nas suas palavras”, afirmou Ana Paula. Além de Frota, passaram pela escola outros nomes que se projetaram nacionalmente, graças à TV. É o caso dos atores Fábio Assunção e Cássia Kis (nascida em São Caetano).

“Não é a gente que quer a arte, é a arte que quer a gente. Mas precisamos de um tempo para saber se nossa alma pertence a esse universo. E esse tempo eu tive aqui na Fundação. Daqui mergulhei definitivamente para a arte”, concluiu, ao resumir o início na carreira artística.

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