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Arquiteto Lucas Osmak aponta resgate da década de 70 em visita à Casa Cor 2019

A convite do Blog do Baena, o profissional da região do ABC conferiu as novidades desta edição da mostra e comenta as tendências

Maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas – aberta até 04 de agosto, no Jockey Club de São Paulo -, a Casa Cor recebeu a visita do arquiteto Lucas Osmak. Convidado pelo Blog do Baena para percorrer os 75 ambientes da 33ª edição do evento, o profissional aponta as tendências no conceito de morar.

Segundo Osmak, a edição 2019 da Casa Cor tem o mérito de sair do “mais do mesmo” de anos anteriores. “Em diversos projetos, percebe-se um toque de anos 70, flertando até com os 60, não só no estilo dos móveis, mas nos materiais expostos. Fornecedores tradicionais se permitiram sair do lugar comum, imprimindo novos ares para a utilização de seus produtos. Sem dúvida, uma renovação de identidade de algumas marcas”, analisa.

De fato, inovar é um desafio constante para um evento desse porte e, ao olhar para o passado, a mostra acertou em cheio, na visão do arquiteto, um dos profissionais mais bacanas da região do ABC, com trabalho destacado também em cidades da Grande São Paulo. “Esse resgate me agradou bastante. Tudo está muito bonito.”

Referências da década de 70 podem ser vistas na concepção e detalhes de alguns ambientes

Para arquiteto convidado, mostra deste ano venceu o desafio de inovar e saiu do lugar comum

Resgate de peças e releituras é chamariz

Sobre o mercado, Osmak relembra que a Casa Cor antecipa tendências e, em breve, muito do que está em exposição veremos refletido nos lares brasileiros, seja no uso de cores, objetos ou acabamentos. Algumas peças e formas, inclusive, devem voltar com tudo. “Há um uso marcante de ferragens com madeira, curvas, além de releituras”, destaca.

Madeira e ferragens são marcantes nos ambientes, elogia Lucas Osmak

Evento traz as tendências do conceito de morar

Do conceitual para o usual no dia-a-dia das pessoas, Osmak chama a atenção para a forte presença de camas de madeira ou ferro nos ambientes. Uma demonstração de que a cama box, apesar da praticidade, vem perdendo espaço em projetos de dormitórios.

Outro ponto é a distribuição de áreas. Osmak observa a fuga da divisão tradicional entre salas, quartos, cozinhas e banheiros. “São os chamados espaços híbridos, que integram os ambientes e ao mesmo tempo exigem talento dos profissionais para conferir característica própria a cada um deles e , ao mesmo tempo, manter a unidade. É o que vai garantir um resultado diferenciado e cheio de personalidade, de acordo com a proposta”, conclui. 

Camas roubam a cena em ambientes

Detalhe de dormitório da Casa Cor 2019

Espaços híbridos: integração no lugar da divisão entre salas, quartos, cozinhas e banhos

Casa Cor 2019

O evento deste ano aposta no tema “Planeta Casa”. As casas, lofts, lounges, salas, banheiros, estúdios e apartamentos projetados especialmente para a mostra trazem referências explícitas à arquitetura e uma pluralidade de estilos, com a “pegada” do futuro: os pilares sustentabilidade, tecnologia e afeto.

Casa Cor pode ser visitada até 04 de agosto, no Jockey Club de São Paulo

Lucas Osmak

Com mais de dez anos de experiência na elaboração de projetos residenciais e comerciais (reformas, construções, decoração e design), o arquiteto se destaca por oferecer trabalhos de qualidade desde sua concepção até o acabamento da obra. Conectado com as últimas tendências, atua com equipe de profissionais competentes e fornecedores de primeira linha. Para ele, a satisfação do cliente diante de um projeto que cria não tem preço. Economia e sustentabilidade são outras preocupações. “O melhor investimento é feito na casa da gente”, diz.

(Fotos: Blog do Baena)

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