ABC - Sociedade -

Carreira de Jerry Adriani, que morreu neste domingo, começou em São Caetano do Sul

Jerry Adriani morreu neste domingo (23), por volta das 15h30, no Rio de Janeiro. O cantor e compositor, de 69 anos, estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, e lutava contra um câncer (recentemente, teve uma trombose nas pernas). Ídolo da Jovem Guarda, começou sua carreira no Grande ABC.

Nascido Jair Alves de Sousa, em 29/11/1947, em São Paulo, ele era neto de imigrantes do bairro do Brás e filho de operários. Aos quatro anos de idade aprendeu algumas canções italianas com a avó materna e dos sete aos nove anos estudou acordeon. Jerry, nome adotado artisticamente em 1964 (quando foi contratado pela gravadora CBS, gravou seu primeiro LP e se apresentou pela primeira vez na TV Tupi), foi criado em São Caetano do Sul.

Em 1959, começou a frequentar os conservatórios de São Caetano e da vizinha Santo André para aprender canto. Ainda participou do coral da Associação Cultural e Artística de São Caetano. Tive a honra de entrevistá-lo em meu programa “Revista Mais”, que comandei de 2005 a 2008, com grande sucesso nas tardes do Grande ABC.

O cantor e compositor Jerry Adriani, ídolo da Jovem Guarda, durante participação no programa "Revista Mais", apresentado por Gustavo Baena, em emissora de TV do Grande ABC

O cantor e compositor Jerry Adriani, ídolo da Jovem Guarda, durante participação no programa “Revista Mais”, apresentado por Gustavo Baena, em emissora de TV do Grande ABC

Num bate-papo muito bacana, Jerry relembrou seu início de carreira (uma apresentação no Dia dos Professores, no palco do Teatro Santos Dumont, na avenida Goiás, foi o início de tudo). Também falou da infância e juventude no Bairro Prosperidade (ele ensaiava no galpão da indústria onde trabalhava) e do tempo em que frequentava a escola Cel. Bonifácio de Carvalho. E, claro, teve música e seus grandes sucessos.

A partir da estreia no rádio, ainda como amador, no programa Galera do Nelson, da Rádio Nacional de São Paulo, começava uma trajetória marcante – de mais de 50 anos – na música brasileira, seja interpretando baladas italianas, rock (imitava Elvis Presley) ou canções românticas. Atuou ainda em programas da TV Excelsior e da TV Record – ao lado de nomes como Roberto Carlos, Ronnie Von, Wanderléia, Erasmo Carlos, Betty Faria, Marília Pêra e Raul Seixas -, no cinema e em novelas.

Entre seus grandes sucessos destacam-se “Querida”, “Um Grande amor”, “Vivendo Sem Você'”, “O Homem Triste” e “Doce, Doce Amor”. Uma pessoa sensacional nos palcos, diante das câmeras, nos bastidores e na vida.

O corpo do cantor será velado no Cemitério Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária do Rio, na manhã desta segunda-feira (24). O enterro será às 17h, no mesmo cemitério.

Compartilhar: