Premiação do Biomedicina in Santos coloca a cidade como polo de inovação e excelência científica

Congresso recebeu mais de 180 trabalhos inscritos, dos quais 120 foram selecionados
A produção científica também teve lugar de destaque no encerramento do Biomedicina in Santos neste domingo (07). O congresso recebeu mais de 180 trabalhos inscritos, dos quais 120 foram selecionados para apresentação após criteriosa avaliação conduzida por uma comissão formada por mais de 20 doutores, professores e pesquisadores.
Coordenadoras da programação científica do evento, Sandra Messias e Simone Rosseto anunciaram os vencedores. O primeiro lugar foi concedido ao projeto “Spheralyze: Plataforma Aberta para Análise Morfométrica Multiescalar Automatizada de Microcápsulas e Estruturas Esféricas por Microscopia Óptica”, de autoria de Henrique Capistrano Melo, Charles Kelber Silva Junior, Mari Cleide Sogayar e Marluce Cunha Mantovani, que são da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e do Grupo Nucel de Terapia Celular e Molecular da USP. Os pesquisadores foram premiados com R$ 3,5 mil.
A segunda colocação ficou com a investigação sobre os efeitos do Bisfenol A na mitocôndria e no metabolismo de linhagens teroidianas. O trabalho é de Elisangela Souza Teixeira, Karina Colombera Peres, Larissa Teodoro Rabi, Natássia Elena Bufalo e Laura Sterian Ward, vinculadas à Unicamp, Unimax e Centro Universitário de Itu (Ceunsp). Elas ganharam R$ 2,5 mil.
O terceiro lugar foi alcançado pelo estudo “Microgeis de Alginato Produzidos pelo Sistema Air-Jet como Plataforma para Liberação Controlada de Vetores AAV em Terapia Genética”, realizado por Larissa Emlym Alves Pinto e Roberta Sessa Stilhano Yamaguchi, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. A dupla foi contemplada com o valor de R$ 1,5 mil.
Investimento internacional
Um dos pontos altos do encerramento coube ao presidente do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), Edgar Garcez Junior, que defendeu um novo patamar para a categoria. Em sua fala, ele destacou que o congresso superou as áreas tradicionais, como a patologia clínica e a estética, para promover uma verdadeira mudança de paradigma. “A gente veio trazer aqui inovação. A gente não quer mais ficar patinando na patologia clínica, na estética. A gente veio trazer coisas novas”, afirmou.
Transformação
O foco dessa transformação é a pesquisa clínica, setor que, na avaliação do presidente do CFBM, receberá um aporte robusto nos próximos anos. Com base em tratativas realizadas recentemente junto ao consulado americano, ele anunciou que os Estados Unidos planejam investir US$ 10 bilhões no Brasil na próxima década, especificamente para o desenvolvimento dessa área.
Segundo Garcez Junior, essa parceria estratégica coloca o biomédico em um “lugar de honra”. A instituição foi o único conselho de classe presente na reunião para discutir a execução desses projetos em solo brasileiro. “Eles escolheram os biomédicos para serem profissionais que vão tocar a pesquisa clínica no Brasil com financiamento americano”, reforçou.
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