
Miguel Guedes, Marcos Fábio e Valdeci Coeio assumem depois de Vagner Batista, Pedrinho e João Brisola perderem mandatos
A Câmara Municipal de Pilar do Sul (SP) passa a ter nova configuração a partir desta quinta-feira (1º), após oficialização da cassação de toda a chapa coligada ao MDB devido à acusação de fraude à cota de gênero durante a eleição municipal de 2024. Miguel Guedes de Carvalho (PSB), Marcos Fábio dos Santos (PDT) e Valdeci Coeio (Podemos) assumem depois da perda de mandato de Vagner Batista (MDB), que afetou ainda os vereadores José Pedro da Cruz (PSD), o Pedrinho Vila Nova, e João Brisola (União Brasil).
A dança das cadeiras, já aventada pelo Blog do Baena logo na sequência do pleito de dois anos atrás, ocorre após a rejeição de todos os recursos apresentados pelo vereador Vagner Batista à Justiça. O parlamentar teve seu mandato cassado em abril deste ano e tentava reverter a decisão em instâncias superiores, como o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), depois de recorrer, sem sucesso, no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que acatou apenas recurso do presidente do MDB pilarense, Ângelo Paiotti, retirado do processo.
“Hoje é um dia difícil pra mim. Chega ao fim o meu mandato de vereador, em razão do processo envolvendo a cota de gênero da chapa do MDB nas eleições de 2024. Quero deixar claro à população de Pilar do Sul que eu não pratiquei fraude eleitoral e não participei de qualquer combinação para lançar candidatura fictícia. Fui candidato, fiz campanha, coloquei meu nome à disposição da população e recebi a confiança de 376 eleitores. Infelizmente, hoje sou atingido por esse processo”, publicou Vagner em suas redes sociais nesta quinta-feira.
“Candidatura laranja”
Em 2024, o MDB pilarense lançou Luana Cristiane de Oliveira Brisola à vereança apenas para atingir os 30% de candidaturas femininas exigidos pela legislação. Ela, no entanto, não fez campanha, não recebeu nem o próprio voto e não prestou contas à Justiça Eleitoral, o que a caracteriza como “candidata laranja”.
A ação que acusava a fraude foi aberta pelo ex-vereador Marcos Fábio, que recebeu 383 votos na última eleição ao Legislativo. Professor de História e comandante do PDT local, ele já ocupou quatro vezes a vereança, tendo sido presidente da Câmara nos biênios 2009/2010 e 2015/2016, mas rompeu com ex-prefeito Marco Aurélio Soares (União Brasil), o Marquinho da Autoescola, de quem era vice, após perder espaço no governo, não conseguindo apoio para ser o candidato do grupo à Prefeitura.
Já Miguel Guedes, segundo vereador mais votado da cidade em 2024, com 548 votos, chegou a anunciar sua saída da política depois do quociente partidário tê-lo deixado de fora da Câmara. PSB e Podemos, partido de Valdeci Coeio (261 votos), estavam coligados no último pleito, em apoio ao prefeito eleito – Clayton Machado (Republicanos) -, com quem o próprio Marcos Fábio já tem demonstrado aproximação.
Diante deste cenário, ao que tudo indica, o chefe do Executivo passará a ter maioria no Legislativo, com o apoio oficial de seis dos 11 vereadores do município. A questão será justamente a postura de Miguel Guedes, que chegou a se indispor com o prefeito por não ter sido alçado ao primeiro escalão (com cargo de secretário municipal) logo após a eleição. De todo modo, há parlamentares de partidos teoricamente adversários, que já vêm demonstrando proximidade com a gestão Clayton.
Veja como fica a nova composição da Câmara Municipal de Pilar do Sul:
Tomio Maeda (Republicanos) – 868 votos
Miguel Guedes de Carvalho (PSB) – 548 votos
Isabel Tavares (União Brasil) – 400 votos
Marcos Fábio (PDT) – 383 votos
Cal da Loja de Moto (PSD) – 372 votos
Karla do Dalton (PSD) – 341 votos
Danilo da Auto Sul (PL) – 326 votos
Lurian Gabriel (Republicanos) – 323 votos
Laércio Maia Cabeleireiro (Republicanos) – 304 votos
Luiz Brisola (PSDB) – 300 votos
Valdeci Coeio (Podemos) – 261 votos
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